quinta-feira, 29 de abril de 2010

EM MEIO A UMA SITUAÇÃO DE ANGÚSTIA HÁ ESPERANÇA

1 Samuel 1

- Ana era uma mulher que estava enfrentando uma profunda angústia. Ela queria ter filhos mas não podia ter. A Bíblia fala que a nossa vida pode ser uma vida abundante, cheia de gozo e vitórias espirituais. Porém muitos crentes ficam angustiados, por não experimentarem essa vida abundante em Cristo.

2. Como podemos ter esperança em meio a uma situação de crise:

2.1 Em meio há uma situação de angústia haverá esperança quando não aceitarmos viver no fracasso (“Ana ....orou ao Senhor, chorou muito e fez um voto...” v.10,11)
- Tem muitas pessoas que aceitam uma vida de derrota como algo natural. Diante dos fracassos essas pesoas dizem: “Foi a vontade de Deus, irmão”. Como Filho de Deus não aceite viver como derrotado. Ana não aceitou a situação em que estava. Ela resolveu orar, e fazer a sua parte para desfrutar da vitória de Deus em sua vida.

- Você deve dizer: Eu não aceito em nome de Jesus essa situação de tristeza, de confusão na minha casa, de desemprego, eu não aceito a destruição trazida pelos vícios, eu não aceito essa angústia, essa depressão.

- A Palavra diz: “Por meio de Ti vencemos os nossos inimigos...”Salmo 44:5. Em I João 5:4: “pois todo aquele que é nascido de Deus vence o mundo. Esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé”.

2.2 Em meio a uma situação de angustia haverá esperança quando buscamos a nossa vitória na Igreja (“...E todas as vezes que Ana subia a casa do Senhor...” v.7)
- Alguns dizem: “Pastor, eu estou buscando uma vida de vitória em casa”. Essa vitória nunca será alcançada. O povo de Deus, busca vida de vitória na Igreja. Um rapaz que não ia mais a Igreja, disse: “Eu estou em casa, só na benção, não preciso mais da Igreja. Isso não existe, é engano.

- Quando estamos angustiados Satanás coloca em nossa mente a vontade de se afastar da Igreja. Quem se afasta da Igreja por causa de angústias, de decepções, de problemas, fica mais fraco. Um crente sem igreja é como um carro sem rodas: Ele não anda, não cresce, não recarrega suas forças, nunca sairá do lugar.

- A palavra diz: “Eu amo, Senhor, a habitação de tua casa, e o lugar onde a tua glória assiste” (Salmo 26:8).

2.3 Em meio a uma situação de angústia haverá esperança quando entregarmos tudo a Jesus (“venho derramando a minha alma perante o Senhor...” v.15)
- Se você não for capaz de entregar tudo a Cristo, então não será capaz de experimentar tudo que Deus tem para tua vida.

- Muitos enfrentam sérias crises, porque não aprenderam ainda a entregar seus filhos a Deus, suas profissões a Deus, suas finanças a Deus.

- A Bíblia diz: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia Nele, e o mais Ele fará”. Salmo.

3. conclusão
- Um pregador falava entusiasmado em praça pública para uma grande multidão. De repente, um zombador disse: “Pregador, o seu Jesus pode fazer tanta coisa como você está dizendo, mas não pode mudar a roupa deste mendigo ao seu lado.

- O pregador sem ficar perturbado disse: “Talvez você tenha até razão, amigo. Jesus provavelmente não está interessado em mudar agora a roupa desse mendigo ao meu lado, mas eu tenho certeza que Cristo quer mudar o mendigo que está dentro dessa roupa”.

à MORAL: Antes de mudar teu carro, melhorar teu salário, mudar tua roupa, Jesus quer mudar teu coração nesta noite. Ele quer que você viva em dimensão de vitória, Ele quer que você o busque na comunhão com a Igreja, e Jesus quer que você aprenda a entregar tudo a Ele.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

O Valor da Igreja

Texto-Base: “Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo” Ef 4:12.

O que é a Igreja
A igreja é a reunião dos salvos, o “corpo de Cristo”. A nossa confissão de fé declara: “cremos que uma igreja visível de Cristo é uma congregação de crentes batizados, que se associam por um pacto na fé e comunhão do evangelho; que observam as ordenanças de Cristo e são governadas por suas leis; e que fazem uso dos dons, direitos e privilégios a eles concedidos pela Palavra de Deus [...]”.

A palavra “igreja” vem do grego “ekklesia” e significa “uma reunião ou assembléia”. A palavra veio caracterizar a reunião dos salvos, o ajuntamento dos remidos pelo sangue do Cordeiro. No NT, nós a encontramos sendo citada 110 vezes. Jesus é o Senhor da Igreja, Ele a estabeleceu e fundou. Ele é o cabeça da igreja (Cl 1:18). Em Mt 16:18, o Senhor Jesus afirma que Ele mesmo edifica a sua igreja e que as portas do inferno jamais irão prevalecer contra ela.

Existem algumas figuras da igreja na Bíblia, que nos fazem compreender melhor quem somos, e como funciona a igreja. Em I Co 3:9, Paulo nos dá duas figuras: a lavoura e o edifício de Deus. A lavoura nos dá a dinâmica do crescimento e frutificação. Numa lavoura, encontramos as plantas em vários estágios de seu crescimento: o grão recém semeado, que germinou, arrebentou a casca e já começa a sair o caule com pequeníssimas raízes. Há os que já se enraizaram bem e estão com folhas e frutos.

O Pai Celestial é o nosso agricultor, conforme a palavra de Jesus em Jo 15: 1. Ele exerce o papel importantíssimo de coordenar todas as coisas para que a produção aconteça com sucesso. É Ele quem poda e colhe os frutos.

Quanto à figura do edifício, Pedro diz que somos pedras que vivem e somos edificados “casa espiritual e sacerdócio santo” (I Pe 2:5). As pedras das construções antigas (da época do NT) eram feitas à base de pedras lavradas no tamanho certo para serem encaixadas umas nas outras e sendo então formado o edifício. Assim todos nós precisamos estar “encaixados” ou “ligados” uns aos outros para que a construção aconteça e Deus nela habite…

O Sacerdócio Universal dos Crentes
No VT, Deus escolheu a tribo de Levi para ministrar diante dele nos cultos públicos. E da tribo de Levi, Ele escolheu os homens da família de Arão para serem sacerdotes. Cada sacerdote do VT era consagrado através da unção com óleo, simbolizando a confirmação e capacitação do Espírito Santo.
Entretanto, no NT, Jesus veio, deu a sua vida na cruz por nós, ressuscitou e ascendeu aos céus, enviando-nos o Espírito Santo, capacitando-nos assim para toda a obra de Deus. Todo crente é um sacerdote. Todo crente pode orar, interceder pelos outros, ler as Escrituras e compreender suas verdades. I Pe 2:1-5; Ef 4;2-7; Ef 4:11-16; I Co 12:4-27; II Tm 3:14-17; I Co 3:6-9; Mt 16:15-19.

O Verdadeiro Templo de Deus
Deus não habita no prédio da igreja. Não são tijolos e cimento que formam a igreja, mas as “pedras vivas”, as pessoas que experimentaram o novo nascimento, a conversão de seus corações a Cristo. Nós somos o templo do Espírito Santo de Deus na terra. I Co 3:16-19.

No VT a presença de Deus estava restrita ao templo em Jerusalém, através da figura da arca da aliança. Então a mensagem para se conhecer Deus era: “vinde” a Jerusalém. O povo vinha para comemorar as festas judaicas: Páscoa, Pentecostes e Tabernáculos. Mas a grande comissão de Jesus nos diz: “ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura”. Então não nos limitamos às paredes do templo para a pregação do Evangelho. Não devemos ficar esperando que as pessoas venham, mas nós precisamos ir a elas.

E a ordem do Senhor é a de fazermos discípulos por onde formos. Nas escolas, no trabalho, na rua onde moramos, onde estivermos devemos anunciar as boas-novas da salvação. Este é o nosso encargo dado pelo Senhor da seara que já está branca para a ceifa.

Nossa Visão é Conquistar Nossa Geração
Nós dependemos totalmente do Senhor, mas não podemos ficar passivos na evangelização. Ele já nos deu a ordem de comando: “ir e fazer discípulos”. A realidade do inferno foi descrita pelo próprio Senhor Jesus. Almas sedentas, sofredoras, perdidas estão cada dia morrendo ao nosso redor. É necessário alcançá-las com o amor de Deus.

Nossa visão é ganhar essa geração. O que você tem feito para isto? A quantas pessoas você falou do evangelho hoje? A quem você convidou nessa semana para conhecer sua célula?

Uma Só Linguagem e Propósito para Alcançar o Alvo
O povo de Deus fala a língua dos céus: o louvor e a vontade de Deus. Outra linguagem não é celestial. No episódio da torre de Babel, o Senhor disse que não haveria barreiras para o povo em Sinear, pois todos falavam a mesma língua (Gn 11:6). Existe a unidade da linguagem: se todos em sua célula falarem a linguagem da evangelização, certamente haverá multiplicação e grande crescimento, não é verdade?

A unidade de propósito nos fala de todos terem um só alvo. Correrem numa mesma direção. Qual é o propósito, o alvo de sua célula nesse mês?
A unidade da obra nos fala de trabalho em conjunto. Unânimes para cumprirem uma meta ou construírem algo. Que tal um trabalho social, a preparação das cestas básicas para os irmãos necessitados?

As Reuniões das Células e os Cultos de Celebração
As reuniões nas células trazem a alegria do encontro com os irmãos, a comunhão. A comemoração dos aniversários, a oração uns pelos outros, o “tirar as dúvidas”, o compartilhar experiências e os testemunhos da operação majestosa do Senhor nas vidas de cada um. Como é bom reunir com os irmãos!

No templo temos os cultos de celebração da glória de Deus, quando nos encontramos com tantos irmãos e adoramos juntos ao Senhor. É um momento festivo que deve ser incentivado e fazer parte da nossa vida. Hb 10:25.

Para refletir e comentar com os irmãos na célula:
Alguns valores chaves com relação às células são: as células são a base da igreja. A reunião da célula deve ser prioridade para mim. As reuniões são semanais. Acontece a multiplicação de modo espontâneo, e cada liderança prepara um líder em treinamento.

Valores chaves da celebração: Podemos fazer oração em concordância para a conquista da cidade e guerra espiritual. Podemos dar o testemunho público de maneira muito forte. É tempo de evangelismo. É lugar de ensino doutrinário.

Limpos de Coração

“Bem aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus” Mt 5:8.

A condição de um coração limpo é fundamental para uma vida livre na presença de Deus. Quando a pessoa se livra do fardo do pecado e da condenação, então pode experimentar a verdadeira alegria de viver. Pode correr a carreira que lhe está proposta e, certamente, alcançará o supremo alvo estabelecido pelo Senhor: ser um cristão maduro, semelhante a Jesus, aleluia!
A Bíblia nos diz: “Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo o peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos com perseverança a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus” (Hb 12:1-2). É necessário livrar-se do peso e do pecado no coração. Que peso seria este?
O peso da culpa. Todo pecado precisa ser confessado e abandonado, para que haja cura, libertação e total liberdade diante de Deus e dos homens. Há pecados que foram cometidos secretamente e muitas vezes o inimigo aumenta a carga de culpa no coração, fazendo a pessoa sofrer. Há casos de pessoas que fizeram alguma coisa muito errada em seu passado e acham que precisam sofrer muito para sua “punição”. Este é o jugo da culpa e deve ser totalmente destruído pelo sangue derramado no Calvário. Jesus já levou nossas culpas e iniqüidades todas.
A Chantagem do Inimigo: conta-se de um menino pequeno que tinha uma irmã mais velha que não gostava de ajudar nas tarefas de casa. Estavam passando suas férias na fazenda de sua avó. A vovó percebia a índole da neta e distribuía pequenos serviços para os netinhos diariamente. Em certo dia, o pequeno estava correndo atrás do ganso predileto da vovó e esse, ao fugir, ficou agarrado na cerca de arame, debatendo-se até morrer. A menina viu a “arte” do irmão, ajudou-o a enterrar o ganso, e disse-lhe: “Agora você vai fazer todas as tarefas que a vovó me mandar, senão eu conto o que você fez para ela, sim?”
O garoto não tinha alternativa senão ficar debaixo daquele jugo. Até que um dia, ele, não agüentando mais, resolveu contar tudo para a avó e pedir-lhe perdão. Ela então lhe falou: “Filho, eu sei de tudo. Eu estava na janela, quando você correu atrás do ganso e depois o enterrou junto com sua irmã”. E beijou o netinho, perdoando-o. Quando, novamente a irmã veio ordenando que ele a obedecesse, ele disse: “Não vou fazer a sua vontade, não! Vovó já sabe de tudo, e ela me perdoou”.
Esta pequena história ilustra a chantagem que o inimigo faz com as pessoas que não sabem da graça que emana da cruz, do perdão total que Cristo oferece. Em Provérbios está escrito: “Aquele que encobre as suas transgressões jamais prosperará, mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia” (Pr 28:13).
João nos afirma em sua Primeira Carta: “se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (I Jo 1:9). Somente o sangue de Jesus pode remover o registro dos nossos pecados diante de Deus e de nossa consciência.
Como lidar com os pecados ocultos:
1. Peça perdão a quem você ofendeu (qualquer tipo de pecado) e perdoe a quem te ofendeu (Mt 6:14-15).
2. Restitua o que foi roubado: se não puder restituí-lo por algum motivo (morte da pessoa ou outro impedimento) então traga como oferta ao Senhor, conforme a orientação em Nm 5:7-8.
3. Em caso de pecado contra seu cônjuge, peça a Deus sabedoria, fale com um pastor, para que isso não traga dúvidas e quebra no relacionamento conjugal. O pecado confessado a Deus é perdoado. Nem todos os cônjuges estão suficientemente maduros para perdoar.
4. Não mantenha “segredos” em sua vida. Deixe o seu passado limpo diante do Senhor, isto é, perdoado pelo sangue de Jesus. Às vezes a pessoa guarda segredo porque tem medo da rejeição ou da perda de amizades e então se isolam. O peso dos “pecados ocultos” tira a coragem de viver, pode levar à depressão e uma vida subordinada à chantagem da culpa. Os pecados ocultos sempre deixam a pessoa em dívida com os outros…
5. Leia o Salmo 51. Quando Davi confessou o seu pecado, recebeu o perdão do Senhor e pode novamente cantar e louvar ao seu Deus. Veja nesse salmo o que Davi sentia como conseqüência de guardar o pecado e mantê-lo em secreto. Comente sobre esse salmo com os irmãos da célula e orem juntos por “limpeza de coração”.
6. Leia os seguintes textos sobre o pecado e o perdão: I Jo 1:5-9; I Jo 3: 5-6; Mt 18: 23-35; Jo 8:1-11, Sl 51; Sl 32.

Semear a Boa Semente

Texto-Base: “Ouvi: Eis que o semeador saiu a semear”. Mc 4:3

Todos Semeiam
As grandes matas formadas pelos pinheiros do Paraná, com suas copas semelhantes a grandes cálices, foram plantadas primordialmente pela gralha azul. Este pássaro colhe os pinhões e os conduz para o seu ninho para se alimentar deles. Mas, em sua trajetória até o ninho, a gralha azul deixa cair pinhões das alturas à terra. E estes pinhões que caem são, por ela, “semeados” na superfície do solo que sobrevoou e vêm a brotar. Assim, a contribuição da gralha azul para o renovo da natureza acontece com o seu simples hábito alimentar.
Da mesma maneira, todos nós também estamos sempre plantando alguma semente em nossa trajetória nessa vida. O que semeamos irá depender de nossos “hábitos” diários de alimentação e de vida. Mas, sempre semeamos.
O pai preguiçoso ou mentiroso semeia no coração dos filhos o seu mau exemplo. A mãe irritada ou impaciente também deixa frutos ruins para os que convivem com ela. E o Senhor nos adverte, em sua Palavra: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6:7).
Precisamos verificar o que estamos deixando atrás de nós para as gerações futuras. Vejamos alguns pontos importantes sobre o que semeamos e como devemos semear:

Cada semente irá produzir de acordo com sua espécie
Se eu quero colher laranja, preciso plantar sementes de laranja. E a própria qualidade das laranjas, se doces ou azedas, irá depender das minhas sementes. Se eu quero receber: amor, carinho e/ou respeito, então, preciso plantar essas sementes nos corações das pessoas com as quais convivo.
O princípio da semeadura foi estabelecido por Deus no ato da criação. Cada semente produziria de acordo com sua espécie (Gn 1:11). Igualmente importante é o fato de que a colheita é sempre mais farta do que a semeadura. Por exemplo, quando se grita para o “eco”: “eu te amo”, o que iremos ouvir de volta é: “eu te amo”, “eu te amo”, “eu te amo”… No entanto, se gritarmos: “você é feio”, iremos ouvir de volta: “você é feio”, “você é feio”, “você é feio”… É preciso pensar no que se fala. Nossa palavra deve ser sempre “agradável, temperada com sal, para sabermos como responder a cada um” (Cl 4:6).
Isto significa que eu devo provar o que irei dizer, antes de passar para os outros. Preciso passar minhas palavras por alguns “filtros”. Por exemplo, preciso refletir se o que vou falar é “verdadeiro” (se tenho a certeza do fato), se é “bom” (se irá trazer um bom fruto para a pessoa que está ouvindo), e se realmente é “necessário ser dito”. Palavras “filtradas” serão mais saudáveis e certamente serão agradáveis. Você tem semeado bênção com a sua língua, isto é, com as suas palavras? Fofocas, críticas, mau humor, fazem nódoas no coração, que precisam ser tiradas com o sangue de Jesus, após um verdadeiro arrependimento.
Em todas as Cartas de Paulo, encontramos orientações práticas para a vida cristã. Leia Cl 3:12-25 e 4:1-6. Ele sabia desse princípio magno da semeadura nos nossos relacionamentos. “O que plantamos, colhemos”.

A Bênção de Deus na nossa Colheita
Em Gn 26:12, encontramos uma grande colheita de Isaque, embora semeada em tempo de seca total. Ele colheu cem por um do que foi semeado. Isto é, uma colheita extraordinária, acima de qualquer expectativa.
O segredo de Isaque foi sua obediência a Deus. Ele obedeceu à palavra do Senhor, que lhe recomendara: “Não desças ao Egito”. E, ali, na terra seca e sem água, Isaque plantou suas sementes sob a ordem do Senhor. E prosperou. Ele se enriqueceu com suas colheitas naquele tempo de seca. Foi a bênção de Deus o seu segredo. “A bênção de Deus é que enriquece e, com ela, não traz desgosto” (Pr 10:22).
O fruto da obediência à vontade do Senhor expressa em sua Palavra é sempre de bênção. Deus garantiu ao homem que jamais mudaria esse princípio, pelo contrário, Ele prometeu, após o dilúvio que “enquanto durasse a terra, haveria [...] semeadura e colheita” (Gn 8:22).
A nós cabe plantar e regar, mas o crescimento vem do Senhor (I Co 3:6). Esse “crescimento” é a bênção de Deus. Poderia haver pessoas que olhassem para Isaque plantando a sua semente na terra seca e viessem a imitá-lo. Entretanto, o crescimento farto de sua colheita se devia à sua obediência à orientação do Senhor, e não apenas a uma estratégia humana com análises do plantio na seca.
Você tem pedido a orientação do Espírito Santo em meio às circunstâncias adversas, nos tempos de seca e aridez? O que você tem semeado na terra seca do deserto pelo qual Deus permite você passar?

A Boa Semente e o Bom Fruto
Na parábola do semeador (Mc 4:1-20), Jesus mesmo a interpretou, dizendo que a semente é a Palavra de Deus semeada nos corações (v. 14). Aqui o Senhor nos mostra o trabalho do evangelista, ou melhor, de todo crente ao cumprir a grande comissão: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16:15). O nosso dever é semear a “boa semente”. É lançar no solo dos corações a esperança e a vida que emanam das Escrituras Sagradas. É o trabalho de distribuição de mensagens (folhetos evangelísticos). É o amor em prática e a palavra amiga, porém esclarecedora, a respeito da salvação em Jesus. É o convite para a pessoa conhecer o amor de Deus, vir à célula…
Em Is 55:10-11, encontramos a palavra que sai da boca de Deus como sendo pão para o que come e semente para o semeador (v.10). Isto significa que os ensinos das Escrituras primeiramente nos alimentam, todas as vezes que lemos e meditamos neles. Mas estes ensinos também são sementes que deverão ser semeadas nos corações à nossa volta. Sempre devemos repartir o que temos recebido de Deus. Sempre devemos compartilhar o que aprendemos. E, assim, a “palavra do Senhor não voltará vazia, mas cumprirá o seu propósito”, aleluia!
Já, na parábola do joio e do trigo (Mt 13: 24-30; 36-43), temos a semente do trigo como sendo “os filhos de Deus” (v. 37-38). Isto significa que nós mesmos é que somos plantados por Deus no ambiente em que vivemos. Nós somos a boa semente.
Como é importante lembrar que estamos sendo observados em todos os nossos comportamentos, nossas reações diante das dificuldades da vida… Deus espera os frutos de nossa vida. O mundo espera ver a glória de Deus em nós, através de sua paz, seu amor, sua bondade e as virtudes do caráter cristão sendo estampadas em nosso rosto. O que você tem semeado em seu lar? Que tipo de semente está dentro dos frutos de sua vida (amor, paciência, bondade… ou: irritação, ódio, ressentimento, mentira, orgulho…)?
Para produzir frutos doces (uvas), precisamos estar ligados à videira verdadeira (Jo 15:1-11). O agricultor (o Pai – v.1) nos limpa para que possamos produzir mais fruto ainda (v.2). Ao permanecermos na videira, recebemos a capacitação para frutificar (v.4). O segredo, então, de uma vida feliz, frutífera e abençoadora (semeadora da boa semente) é permanecer ligado a Cristo. Alimente sua fé na Palavra e compartilhe o que tem recebido de Deus. Assim sua vida será abundante e frutífera.

Desafios para a semana:
Leia os seguintes textos e medite em seus ensinos: Mt 13:31-32 (pequena semente, grande árvore), Sl 1:1-6 (vida frutífera), Ex 16:31 (maná como semente), Dt 22:9 (não semear 2 espécies diferentes de semente), Sl 126:6 (semear com lágrimas), Ec 11:6 (semear sempre).
1)Tenha “sementes da Palavra” (folhetos evangelísticos) com você diariamente e distribua a mensagem da salvação.
2)Convide pessoas para a sua célula e ore por elas.
3)Semeie o amor por onde você passar (ajude, interceda, estenda a sua mão, abra o coração e o bolso para semear boas obras).

Significado da Ceia

Texto Base: “Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha” (I Co 11:26)

A Páscoa e a instituição da ceia
Quando o povo de Israel saiu do Egito, Deus mostrou o seu poder através das 10 pragas que recaíram sobre aquela nação (Ex 7:14-12:51). Após 430 anos (Ex 12:41), dentre os quais houve 150 anos de escravidão, Deus ordenou que Moisés instituísse a “Páscoa” (Ex 12:1-20). Seria uma cerimônia simples, em família, quando comeriam pão sem fermento, carne assada do cordeiro da Páscoa (cujos ossos não poderiam ser quebrados) e ervas amargas, como lembrança do tempo da escravidão, no Egito. Eles deveriam comer prontos para viagem, com a mudança embalada para saírem da terra da escravidão.
Todo o simbolismo da Páscoa se traduz na “nova aliança em Cristo”. Jesus é o “cordeiro pascal” (I Co 5:7-8), como também é o pão sem fermento (sem impurezas ou pecado). Através de seu sangue derramado no Calvário, Ele nos redime da escravidão do pecado e nos conduz à “terra prometida”, simbolizando a nova vida, guiada pelo Espírito Santo.
A Bílbia diz: “Chegou, porém, o dia dos ázimos, em que importava sacrificar a páscoa” (Lc 22:7). “E disse-lhes: Desejei muito comer convosco esta páscoa, antes que padeça” (Lc 22:14). “E, tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue, que é derramado por vós” (Lc 22:19-20).

Os Elementos da Ceia
Jesus instituiu a ceia como um “memorial” para que os seus seguidores se lembrassem de sua morte na cruz em nosso favor e de seu retorno à terra para implantar o seu reino glorioso entre nós (I Co 11:23-26). Num cerimonial muito simples, foram usados o pão e o vinho.
O pão simboliza a morte vicária (ou substitutiva) do Senhor, pagando o alto preço da nossa redenção. O pão é feito de trigo e água, que, misturados, tornam-se uma massa que, por sua vez, é levada ao fogo para assar. O trigo, na parábola do joio (Mt 13:24-30; 36-43) representa os filhos de Deus; no caso da ceia, simboliza Jesus, o Filho de Deus. A água é a “Palavra de Deus” (Jo 15:3) e também representa o Espírito Santo (Jo 7:38-39).
Jesus falou aos discípulos, quando vieram para buscá-lo a apresentá-lo aos gregos: “Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto” (Jo 12:24).
Portanto, a ceia nos fala da morte de Jesus e também nos lembra que, como seus discípulos (seguidores) também temos de “tomar a nossa cruz cada dia” (Mt 16:24, Lc 9:23; 14:27). Ser cristão não é apenas viver por Cristo, mas estar pronto a morrer por Ele. Isto é uma realidade entre os nossos irmãos nos países onde há perseguição, entre os novos-convertidos que vieram do Islamismo, por exemplo. Entre os nossos irmãos na China Comunista. Muitos são presos, maltratados, torturados e até mesmo, mortos, por causa da Palavra de Deus e do seu testemunho.
E o vinho simboliza a vitória do Senhor e o seu retorno à terra para reinar. O pão passou pelo fogo, mas o vinho surge da fermentação do suco extraído das uvas esmagadas. Ou seja, da morte vem a vida. O vinho é a ressurreição, a esperança do cristão.
Na história de José do Egito, ele interpretou os sonhos do padeiro-mor e do copeiro-mor (Gn 40:9-23). A interpretação que Deus lhe dera se cumpriu fielmente. O sonho do padeiro dizia que ele seria morto e o do copeiro, que ele seria restaurado à sua antiga função ao lado do rei.
Portanto, ao tomarmos o vinho, na celebração da ceia, estamos anunciando a ressurreição de Jesus e a sua volta gloriosa como “Rei dos reis e Senhor dos senhores”, aleluia! Nós também ressuscitaremos gloriosamente para reinar com Ele (I Jo 3:1-3). Esta é a fé cristã e a esperança dos salvos (I Co 15:12-54).

Discernir o Corpo de Cristo na Ceia
Quando o Senhor Jesus instituiu a ceia, Ele deu graças e partiu o pão, dizendo que era o seu corpo. Paulo explica que a igreja é o corpo de Cristo e que devemos nos examinar (introspecção) e então comer o pão na ceia.
É necessário que cada crente reconheça o seu irmão como sendo parte integrante do corpo de Cristo. A ceia nos fala de comunhão. De família de Deus. De perdão e reconciliação. De caminhar junto. De falar a mesma linguagem. De amor e união.
Paulo fala, respondendo às dúvidas dos irmãos de Corinto, que havia muitos enfermos entre o povo de Deus por esta causa: não discernir o “corpo de Cristo”. “Amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei”, foi o mandamento áureo de Jesus. O mundo deve nos conhecer como sendo um povo que ama de verdade. Você tem vivido assim? Tem provado o “morrer todo dia por amor a Cristo”, isto é, deixando de fazer a sua própria vontade e fazendo a vontade de Deus? Você tem reconhecido e amado ao seu irmão? Será que tem algum impedimento entre você e algum irmão? Que tal o perdão e a reconciliação, para então comer do pão e beber do cálice?

Desafios para a semana:
Leia os seguintes textos e reflita sobre a vida cristã:
Jo 13:14; 13:34-35; 15:12, 17; Rm 12:9-21; 13:8; 14:13; 15:17; II Co 13:12; Ef 4:2, 32; 5:21; Cl 3:9; 3:13, 16; I Ts 5:1; Hb 10:24.
1. Ao ler estes textos, veja se realmente você tem praticado esses mandamentos. Enumere os verbos desses textos acima e medite no que é preciso fazer uns aos outros.
2. Procure demonstrar amor aos irmãos (peça ao Senhor que lhe mostre pessoas que estejam passando por provas e demonstre amor: visite, leve um presente, fale do amor de Deus).
3. Reconcilie com seu irmão e peça-lhe perdão, se necessário. Ande com a consciência em paz. Acerte o que precisar e ore por seus irmãos, especialmente por aqueles que Deus colocar em seu coração.

Liderança no Reino

Texto Base: “Ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria” (Rm 12:8).

Deus criou o ser humano e o capacitou para cuidar da sua criação. Ele deu ao homem o domínio sobre a natureza (Gn 1:28). E também lhe deu a ordem para se multiplicar e encher a terra com seus descendentes. Os filhos e os filhos dos filhos de Adão e Eva seriam capazes de cumprir o propósito para o qual foram criados. Nem todos fariam as mesmas coisas. Abel foi pastor de ovelhas, ao passo que Caim foi agricultor.
Todos nós somos capacitados com diferentes dons e talentos especiais para o desempenho de nossa missão como pessoas. Quando somos salvos e começamos a fazer parte do Reino de Deus, percebemos que temos também uma missão a cumprir. Temos uma carreira a percorrer (II Tm 4:7, Fp 3:14, Hb 12:1, Ap 2:10).

Liderança no Reino de Deus
Jesus nos mostra a sua absoluta liderança na igreja. Ele diz: “Vós, porém, não queirais ser chamados Rabi, porque um só é o vosso Mestre, a saber, o Cristo, e todos vós sois irmãos. E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus.” (Mt 23:8-9).
Todos são importantes no Reino de Deus. Todos nós somos iguais no Reino de Deus: somos “o seu povo, o rebanho do seu pastoreio” (Sl 100:3). Isto significa que somos “ovelhas” e que o nosso supremo pastor é Jesus Cristo. No rebanho existem as “ovelhas-guia”, elas são obedientes ao Pastor e levam no pescoço um “sininho” que vai soando à medida que elas caminham. As outras ovelhas vão seguindo a ovelha-guia, que, por sua vez, está seguindo o Pastor (I Co 4:16, 11:1, Ef 5:1, I Ts 1:6, Hb 6:12).
Deus mesmo é quem põe esse “sininho” no pescoço de certas ovelhas para que sejam “ovelhas-guia”, mostrando às outras companheiras a presença e orientação do Pastor. Esta escolha do Senhor traz grandes responsabilidades, pois são “vidas” que estão em cena (Tg 3:1). Ele escolhe uns para serem líderes (ovelhas-guia) segundo a sua vontade (Ef 4:11).

O Espírito Santo e o dom da liderança
É o Espírito Santo o doador dos dons espirituais. Ele nos capacita com diferentes dons para o exercício de nossa função no Corpo de Cristo, a Igreja (I Co 12:4-27; Ef 4:1-16). E Ele os distribui, segundo lhe apraz. Pois sabemos que cada dom é exercido para um fim proveitoso: para o crescimento equilibrado da Igreja, ou para o aperfeiçoamento do Corpo de Cristo (Ef 4:1-16, v. 15).
Entre os dons espirituais encontramos o de “liderança”. Veja o que Paulo nos ensina sobre os dons na sua lista da Carta aos Romanos (Rm 12:1-8):
“Porque assim como em um corpo temos muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma operação, assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros. De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada, se é profecia, seja ela segundo a medida da fé; se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino; ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria” (Rm 12:4-8).

A responsabilidade dos líderes
A recomendação do apóstolo Paulo é que o líder seja diligente no que faz. Que seja cuidadoso em exercer o seu dom. Que faça o melhor que puder (com capricho e zelo), pois as ovelhas são do Senhor (At 20:28), foram compradas pelo precioso sangue de Jesus.
É preciso que o líder esteja “afinado com a vontade de Deus” para conduzir da maneira correta o rebanho (Tt 1:5-11). As mulheres também podem exercer liderança e ensinar às mais jovens (Tt 2:3-6). Paulo exorta Tito para que ele seja modelo para os jovens (Tt 2:7-8), e fala como os servos, ou os “escravos cristãos”, deveriam se comportar diante de seus senhores (Tt 2:9-14).
A liderança não envolve somente pastores, mas também os líderes de células, ou qualquer liderança na igreja do Senhor. Na família, por exemplo, os pais devem ser “modelos” para os filhos. Eles têm esse “sininho” em seu pescoço para mostrar o caminho para os seus filhos. No seu caminhar, estarão dando as coordenadas para seus filhos e sua descendência… Como é sério pensar nessa responsabilidade! Como você, querido irmão, tem exercido o seu ministério como “pai”? Como “ovelha-guia” de seus filhos?
O líder não pode errar, pois isto seria fatal para as ovelhas que o seguem. Por isso Jesus falou acerca dos escândalos: “E disse aos discípulos: É impossível que não venham escândalos, mas ai daquele por quem vierem” (Lc 17:1)!

Liderança e humildade
Jesus é o nosso modelo de vida (Hb 12:2). Ele cumpriu fielmente sua missão glorificando o Pai na terra (Jo 17:4). Ele não buscou a própria glória, mas exaltou o Pai e fez a sua vontade (Jo 4:34).
Ele nos ensinou a tomar sobre nós o seu jugo e aprender com Ele a mansidão e a humildade (Mt 11:28-30). Aprender a liderar sabiamente é aprender a depender do Senhor e a confiar em sua direção para nossas vidas. Isto é aprender a humildade.
O verdadeiro líder sabe que depende totalmente do Senhor. Como ovelha-guia do seu rebanho, o líder precisa discernir a voz de Jesus. Conhecê-la bem e obedecer sempre (Jo10:4). Esta obediência faz da humildade a mais importante virtude do crente. E somente através do exercício da humildade é que se pode encontrar o verdadeiro “descanso” para a alma (Mt 11:29).
Jesus lavou os pés dos discípulos na noite em que foi traído. Eram as suas últimas horas de comunhão com eles antes da cruz… Ele usou estes momentos finais para mostrar-lhes a sua grande tarefa: servir uns aos outros com amor e humildade (Jo 13:3-17). Esse momento descrito por João nos informa que: “Jesus, sabendo que o Pai tinha depositado nas suas mãos todas as coisas, e que havia saído de Deus e ia para Deus, levantou-se da ceia, tirou as vestes, e, tomando uma toalha, cingiu-se.” (Jo 13:3-4).
João nos mostra que Jesus tinha consciência que o Pai tinha colocado “todas as coisas em suas mãos”. Ele era o líder. Ele havia recebido do Pai tudo. Jesus poderia dizer que desejava ser servido. Que os discípulos deveriam lavar os seus pés, pois Ele era o Senhor deles e de todas as coisas. Entretanto Jesus mostrou que o maior é o que mais serve… Ele se cingiu com uma toalha e, como um “serviçal” ou um “simples escravo”, Ele lavou os pés sujos dos discípulos… Que tremendo exemplo de humildade! Que lição tremenda para tantos que almejam os primeiros lugares, mas não sabem servir… (Mc 10:35-45).

Para refletir:
Sobre seu chamado: Se você foi chamado para liderar uma célula, o que está esperando? Comece a se preparar para esta tão maravilhosa tarefa.
Se você já é um líder de célula, faça sua tarefa com esmero e diligência. O Senhor está avaliando a sua fidelidade, não se esqueça. E Ele não fica como devedor de ninguém, pelo contrário, reserva o seu galardão consigo para os fiéis.
Sobre a liderança no lar: Lembre-se que você deve ser modelo para os seus filhos. Para onde você os está conduzindo? Você tem glorificado o Senhor Jesus em seu lar?
Desafios para a semana: ore pelo líder de sua célula e pelos irmãos que lideram na igreja do Senhor. Ore pelos pastores da igreja e manifeste seu amor por eles.

Frutificai e Multiplicai-vos

Texto Base: “E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a…” (Gn 1:28)

A Criação do homem
Deus criou o homem à sua imagem e semelhança (Gn 1:26-27). Ele o fez puro, inocente, perfeito, sábio e belo em todos os aspectos, dando-lhe a capacidade de escolha (Gn 2:16-17). Entretanto Deus não fez o homem para ficar só. Ele mesmo lhe deu uma esposa que lhe fosse companheira, amiga, com quem Adão pudesse compartilhar seus sonhos, sentimentos e anseios (Gn 2:18, 21-24).
E, ainda no jardim do Éden, Deus deu a Adão e Eva a ordem para frutificarem e se multiplicarem, para perpetuação da raça humana e completude do propósito divino (Gn 1:28). Eles deveriam ter filhos e haveriam de se alegrar no cumprimento da ordem do Senhor.
Sabemos que um lar torna-se mais alegre com a chegada dos filhos (Sl 127:3-5). As crianças trazem “vida” para a família e enchem a casa de algo muito especial (Sl 128:3). As crianças querem aprender (Dt 6:7). Elas são curiosas e fazem muitas perguntas. Elas estão sempre em movimento e quase não param (exceto quando dormem)… Parece que a casa cheia de crianças não fica arrumada. Os pais se cansam e desejam que elas cresçam logo para conseguirem fazer suas coisas sozinhas. E elas crescem e também irão ter o seu próprio lar, os próprios filhos e o ciclo da vida se completa (Sl 128:6).

A Igreja e os novos convertidos
Na igreja, a dinâmica da vida espiritual é a mesma da família. Paulo disse que somos família de Deus (Ef 2:19). Geramos filhos espirituais (Gl 4:19), e estes são semelhantes às nossas crianças. Precisam de atenção, de cuidado, de ensino, de carinho, de apoio, de respostas às suas inúmeras perguntas, de oração, de alimento espiritual (I Pe 2:2).
O apóstolo Paulo afirma que a igreja, ou “a Jerusalém que desce do alto”, é a nossa mãe (Gl 4:26). Os católicos dizem que Maria é a nossa mãe, mas a Bíblia não diz isso. A Bíblia diz que a igreja é que faz o papel de mãe para o povo de Deus. Isto significa que o cuidado com os filhos pequenos, o preparo do alimento espiritual (I Co 3:2), os cuidados necessários de higiene e disciplina (Hb 12:8), o Senhor deixou por conta da igreja (um papel maternal).
Sabemos que a criança precisa dos pais para uma boa educação (Pr 10:1). Uma criança educada e obediente traz elogios para seus pais (Pr 17:6), principalmente para sua mãe (Pr 29:15). Portanto o projeto de Deus para a igreja é que ela possa gerar filhos saudáveis, que amadureçam no temor do Senhor, que pratiquem sua Palavra e cumpram a sua boa vontade.

A ordem do Senhor
O Senhor ordenou ao primeiro casal que eles se multiplicassem e enchessem a terra com seus descendentes. Essa ordem é a mesma para a igreja. Jesus deu a seguinte ordem aos seus seguidores: Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mt 28:19-20).
Cada crente recebe do Senhor a mesma incumbência: fazer discípulos. Na linguagem da família, isto significa “gerar filhos espirituais”. Os filhos são o fruto do amor do casal, no plano físico perfeito de Deus. No sentido espiritual, os filhos espirituais são o resultado do amor de Deus derramado em nossos corações (Rm 5:5). A família cresce através do nosso amor ao Pai. Esse amor nos leva a pregar a Palavra, a amar as pessoas e levá-las ao coração de Deus.
Você já teve a experiência de ganhar alguém para o reino de Deus? Já sabe o que é gerar um “filho espiritual, ou seja, levar uma pessoa a Cristo”? Compartilhe com os irmãos na célula como foi a sua experiência.
Quando o Senhor Jesus chamou Pedro para segui-lo, Ele lhe disse que faria dele um “pescador de homens” (Mc 1:16-17). E realmente Pedro foi um grande pescador de homens (At 2:14-41). Mas esta tarefa não é apenas de algumas pessoas capacitadas e chamadas por Deus. Esta é uma tarefa de todos. Foi dada a toda a igreja. É nossa! É sua!

A Igreja e os frutos
Jesus comparou a igreja (seus discípulos) com uma videira (Jo 15:1). Ele disse:“Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador. Toda a vara em mim, que não dá fruto, ele a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto” (Jo 15:1-2).
A nossa vida está ligada a Cristo. É Dele que sai todo o suprimento para nos manter vivos e frutíferos. Fomos feitos para frutificar (Jo 15:16). Para multiplicar. Não podemos ficar inativos, infrutíferos, (Tt 3:14) pois, nesse caso, o agricultor terá de cortar os galhos que não cumprem o seu propósito (Jo 15:6).
Todo aquele que encontrou a água viva, assim como a mulher samaritana, vai imediatamente levar a boa notícia que tem água viva para todos (Jo 4:28-30). O suprimento de Deus nos torna em fontes a jorrar para a vida eterna (Jo 4:14), aleluia! Portanto, meu irmão, não fique parado, mas vá falar do amor de Cristo aos seus vizinhos, familiares, amigos e conhecidos. Corra para anunciar que o perdão de Deus está à disposição daquele que o buscar. Mostre o caminho da “fonte” para o que está perecendo no deserto da vida. Mostre a verdade para o que está em trevas, deixe a sua luz brilhar. Seja modelo para os seus parentes, para os seus vizinhos.
Lembre-se que a semeadura da Palavra está em nossas mãos (Mc 4:3), mas os resultados pertencem ao Senhor. É o Espírito Santo quem convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo. Nós colocamos em prática a sua ordem, a grande “comissão” (Mt 28:19-20), Ele vivifica a Palavra anunciada e faz a semente brotar nos corações (I Co 3:6).
Que, naquele glorioso dia que nos aguarda ( I Co 3:13-14), você possa estar com suas mãos cheias de precioso fruto para a glória de Deus: vidas salvas através de seu testemunho e da pregação da Palavra.

Desafios
Peça a Deus a bênção de evangelizar uma pessoa nessa semana.
Ore por seus familiares e, nessa semana, leve a eles um presente da Palavra de Deus (ou uma Bíblia, um folheto, um livro, um CD, ou outro presente que o Senhor lhe orientar)
Se você já tem mais anos de experiência com Cristo, procure ajudar algum novo convertido na sua jornada. Pegue a ficha com o líder de sua célula, ore por esse irmão, visite-o, leve-o à sua célula e caminhe com ele nos primeiros passos da fé.
Peça ao Senhor a graça de semear a Palavra viva nos corações e de ver o fruto espiritual da salvação nas pessoas com quem você convive.